Dinâmica em grupo: vantagens e desvantagens
Depois
de escrever no post anterior, sobre a importância do profissional de Recursos
Humanos, senti vontade de entender melhor como se dá o processo de Dinâmica de
Grupo, tão utilizado hoje em dia e que foi muito útil num determinado momento
da minha vida.
Pesquisando
sobre o assunto na WEB, encontrei vários autores com diferentes aboradagens
sobre o assunto. A melhor definição que
encontrei foi no Portal da Educação, que a descreve como “uma área das ciências
sociais, particularmente da sociologia, psicologia e antropologia que se
utiliza de métodos científicos para estudar os fenômenos que ocorrem em grupos”.
A
origem da palavra Dinâmica é do grego e significa ação, força,
energia.
Ainda pesquisando
na WEB, encontrei relatos de que foi após a segunda Guerra Mundial, que
diversos estudiosos se interessaram a pesquisar mais sobre as influências do
grupo sobre o indivíduo, uma vez que o homem, enquanto ser social, vive em
agrupamentos e para que esse estudo tivesse o aprofundamento necessário,
passaram a estudar o homem e compreender como ele se comporta no ambiente de
grupo em que estava inserido.
O estudo liderado
por Kurt Lewin, em 1946, tinha o objetivo de compreender sobre a origem,
natureza e evolução dos grupos e suas influências. Ele e equipe desenvolveram a
prática da dinâmica de grupo com um método educativo de treinar capacidades
humanas. O objetivo era o de conduzir as pessoas, através da exposição e
discussão a novos comportamentos.
Com a evolução do
estudo sobre dinâmicas de grupos, esses passaram a ser “grupos de treino das
capacidades das relações humanas, nos quais ensinavam os indivíduos a observar
a natureza das suas interações recíprocas e do processo de grupo”. (ROGERS,
2002, p. 3) Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO.
Ao longo do
tempo, a Dinâmica de Grupo tem evoluído e inovado quando facilitada com
competência e seriedade. Segundo alguns especialistas, existem vantagens e desvantagens
na sua utilização. Num processo
seletivo, uma das vantagens da dinâmica é a oportunidade de demonstrarmos nosso
comportamento e como nos se relacionamos em grupo, já que em entrevistas
individuais, não temos tantas chances de emitir opiniões e exteriorizar
aspectos de comportamento como liderança, empreendedorismo, criatividade, capacidade
de atuar em situações-limite.
Ainda como vantagem, podemos destacar os
seguintes pontos: conhecerer outras pessoas, trocar ideias, fazer networking,
aprimorar a capacidade de nos incluirmos e de trabalharmos em grupo, além do processo de dinâmica não permitir
que nos portemos de maneira treinada o tempo todo, pois a real essência de cada
um sempre vem à tona.
Quando a dinâmica se dá durante um processo
seletivo, por exemplo, algumas desvantagens afloram, como quando
uma empresa dá
explicações superficiais sobre o processo e não dá feedback quando a seleção
termina, o que não agrega ao processo de aprendizado do candidato que procura
emprego; ou quando acontece de ter, na mesma dinâmica, apenas um selecionador
para observar o comportamento de muitas pessoas ao mesmo tempo, quando o ideal
é trabalhar com números menores de pessoas, de forma que o observador consiga
avaliar e dar atenção a todos; ou mesmo o mal julgamento das qualidades de um
candidato, no caso de candidatos muito
tímidos, que têm dificuldade de se expor em público e dar opiniões. Esses
candidatos podem perder lugar para um profissional que pode ser até menos competente,
porém mais desinibido, deixando apenas a cargo do selecionador saber
identificar as reais qualificações e atitudes dos candidatos presentes, entre outras.
Embora
apresentando desvantagens como a que colocamos acima, acredito bastante no
processo das dinâmicas de grupo. Já participei de algumas para seleção de
emprego, que foram determinantes no meu processo de crescimento profissional.
Acho de extremo valor quando aplicadas nos gerenciamentos de crises e desenvolvimentos
de capacidades e habilidades de gestão. As dinâmicas, quando bem aplicadas, com
competência e seriedade, com o objetivo de aprofundar cada vez mais o nosso
autoconhecimento e, assim, melhorar todo o nosso relacionamento com os demais
partícipes da equipe, em prol do bem comum, tanto da empresa para qual
estivermos trabalhando, quanto para nós mesmos, são de suma importância e devem sempre fazer parte dos processos ativos de uma empresa.