segunda-feira, 10 de junho de 2013

GESTÃO DE PESSOAS - SELEÇÃO POR COMPETÊNCIAS


A seleção mal feita de um profissional pode acabar com a reputação de uma empresa.
Outro dia, fomos a um restaurante recém-inaugurado com a família. Já passava da meia-noite, mas ainda estava bastante cheio e movimentado. Fomos mal atendidos pelo garçom, que parecia não saber o que estava fazendo, deixando muito a desejar. Percebemos logo que ele não havia sido treinado para desempenhar aquela tarefa e também não tinha a mínima habilidade para ser garçom. Era bastante tímido, não sabia se comunicar direito, tinha dificuldade de anotar os pedidos, pois não entendia o nome dos produtos, estava impaciente e demonstrava frustração em estar ali.
Sabemos que a profissão de garçom demanda competências específicas, por essa razão não pode ser ocupada por qualquer pessoa. É preciso ser simpático, ter iniciativa, rapidez de raciocínio, se comunicar bem, ser bom observador, bom ouvinte, ter boa memória, organizado, persuasivo, entre outros. Não se trata apenas de servir, mas de saber vender também.

No mundo globalizado, onde a informação chega com mais rapidez e temos acesso a quase tudo através da internet, além dos inúmeros cursos, tantos no nível técnico quanto no nível superior, não cabe mais cometer erros como esse que vimos no restaurante que fomos outro dia. Já existem técnicas para seleção de funcionários, não só pelo velho e bom Q.I. (quem indica), mas principalmente adequando a escolha do funcionário ao perfil que o cargo necessita.

O processo de seleção por competências é um deles, pois facilita a vida de quem vai selecionar um candidato e também a de quem vai contratar, pois desse candidato mais adequado para o cargo a empresa poderá tirar mais proveito e ser beneficiada por essa assertividade.

Cada pessoa é diferente e possui mais aptidão para uma tarefa do que a outra. Sendo assim, existem tarefas que se adequam mais para um perfil do que para outro. Hoje em dia, um bom profissional, o mais adequado para a função em questão, não se define só pelas suas competências técnicas, mas fundamentalmente pelas suas competências comportamentais, organizacionais e individuais. É necessário fazer um detalhamento de todas essas competências necessárias para o cargo a ser ocupado, antes mesmo de fazer a seleção do candidato, caso contrário o contratante poderá não só perder tempo, mas também muito dinheiro, pois estará contratando um profissional que, em breve, terá que dispensar por não satisfazer as exigências e qualificações para a função.

Alguns pontos precisam ser observados nessa definição do cargo, entre outros, temos: a definição do perfil ideal da função, a análise de currículos, as dinâmicas com testagem psicológica, os testes e provas de conhecimentos técnicos e entrevistas. É preciso estar atento à contratação de profissionais qualificados, alinhados com o negócio e com potencial diferenciado, elemento fundamental para bons resultados organizacionais.
 
Incontáveis são as vantagens de se fazer uma contratação através de seleção por competência, pois ambos, profissional e empresa, saem ganhando com esse processo. Por um lado a empresa ganha quando reduz o risco de que o novo candidato não seja adequado ao cargo, os custos e tempo de treinamento, a rotatividade na empresa, os investimentos em treinamento e desenvolvimento, melhorando o nível de satisfação no trabalho. Já o profissional leva vantagem, pois aperfeiçoa suas habilidades e competências, aumenta as chances de crescimento e sucesso profissional, de realização pessoal, facilitando o bom relacionamento interpessoal com colegas e chefias.



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