sexta-feira, 17 de maio de 2013

CARNES E AVES - ESPECIARIAS


Especiarias

O termo especiaria ou espécie - produtos de origem vegetal (flor, fruto, semente, casca, caule, raiz), de aroma ou sabor acentuados. Isto deve-se à presença de óleos essenciais.
O seu uso distingue-as das ervas aromáticas, das quais são utilizadas principalmente as folhas.

Utilização
Na culinária, com fins de tempero e de conservação de alimentos;
Em farmácia, na preparação de óleos, unguentos, cosméticos, incensos e medicamentos, afrodisíacos, perfumes, incensos, etc.

A partir das Cruzadas, desenvolveu-se o consumo das variedades oriundas das regiões tropicais.  O comércio entre o Ocidente e o Oriente foi ampliado, através de várias rotas terrestres e marítimas.

Comércio
Compradas secas e dessa forma utilizadas. Sua grande durabilidade, resistência a mofos e pragas nos longos tempos de estocagem, tornara possível e próspero seu comércio: suportavam por meses e até anos as travessias por mar ou terra sem perder as qualidades aromáticas e medicinais.

As mais procuradas

Curiosidades

Eram usadas até mesmo como moeda e, segundo Nepomuceno, constituíam "dotes, heranças, reservas de capital e divisas de um reino. Pagavam serviços, impostos, dívidas, acordos e obrigações religiosas". Também era costume presentear (ou subornar) os magistrados com especiarias. Com a tomada de Constantinopla, ficou ainda mais difícil o acesso a esses produtos, pois as rotas de comércio dos principais condimentos passaram ao controle turco, ficando, assim, bloqueadas as atividades dos mercadores cristãos.
Portugal e Espanha organizaram expedições para a exploração de rotas alternativas - um caminho marítimo para o Oriente, que culminou no descobrimento da América.
Cravo, pimenta-do-reino, mostarda, noz-moscada, açafrão, entre outras, eram muito usadas na idade média, pelos navegantes, para tirar o gosto de podre dos alimentos, pois naquela época, não havia geladeira.

Importante
As especiarias são uma complexa variedade de produtos aromáticos que fazem realçar aspectos desconhecidos dos ingredientes.

Sabores reais detectados na boca

Ácido
Doce
Salgado
Alcalino
Metálico
Picante
Amargo
Adstringente



O    RESTO    É    AROMA !!!



Principais especiarias


Tamarindo
Vagens de Baunilha
Grãos secos de pimenta
Casca de cássia
Sementes de mostarda pretas/brancas
Noz-moscada inteira e raspada
Sementes de funcho
Cravo-da-índia
Sementes de endro
Grãos secos de pimenta verde
Paus de canela
EndroAnis-estrelado
Malaguetas picantes secas
Malaguetas encarnadas e verdes
Sementes de alcaravia
Bagas de Zimbro
Vagens de cardomomo
Pimenta-de-caiena
Gengibre inteiro e em fatias
Macis
Açafrão
Curcuma moída
Sementes de cominho
Folhas de louro





      



AÇAFRÃO

O que é
O açafrão é extraído dos estigmas de flores de Crocus sativus, uma planta da família das Iridáceas. É uma planta perene, com flores de cor lilás ou arroxeada que aparecem no outono.

Origem
É considerado originário da Grécia e da Ásia Menor, mas tem sido cultivado desde tempos imemoriais. Foi usado na Pérsia Antiga, era conhecido na época de Salomão (960 a.C.), e muito consumido pelos Fenícios, sendo também utilizado pelos Gregos antigos e Romanos.
A introduçnao do açafrão na Espanha é geralmente atribuída aos árabes, remontando a 900a.C. . Hoje é cultivado na maioria dos países mediterrâneos (em especial na Espanh), desde o Oriente Médio e Irã à Caxemira e China.

Utilização
É utilizado desde a Antiguidade como especiaria, principalmente na culinária do Mediterrâneo, no preparo de risotos, aves, caldos, massas e doces. É um item essencial à paella espanhola.
É tida como uma das mais caras ou a mais cara especiaria do mundo uma vez que, para se obter um quilo de açafrão seco, são processadas manualmente cerca de 150.000 flores, e é preciso cultivar uma área de aproximadamente 2000  m².
O açafrão também tem sido empregado para fins medicinais, há séculos. Historicamente foi utilizado no tratamento do câncer e de estados depressivos.

É usado em:
Paella
Caldos de frango, peixes e frutos do mar
Sopas e ensopados
Licores e doces orientais

COMINHO

O que é
Cuminum cyminum é uma planta da família Apiaceae. Planta muito antiga sendo utilizada por várias civilizações, desde os celtas antigos, passando pelos romanos e chegando aos árabes. Na Turquia também é muito empregada, principalmente em licores e na própria alimentação. De sabor diferente, ficando entre o da pimenta e o anis, cativou muitos adeptos.

Origem
Os cominhos são de origem do Mediterrâneo Oriental e do Egito. Hoje em dia são cultivados na África do Norte e nos Países do Médio Oriente, Índia e México.

Utilização
Os romanos empregavam como pimenta; já os celtas temperavam seus peixes e os árabes usavam como condimento para diversos pratos; os alemães moem seus grãos junto com grãos de trigo, fazendo uma farinha especial para a produção de pães condimentados.
O cominho não é muito empregado como planta medicinal, mas possui ação carminativa e digestiva. O chá de folhas de cominho agem contra a má digestão.
No Brasil é mais empregado no nordeste brasileiro, basicamente no preparo de peixes e frutos do mar. As sementes são empregadas no preparo de pães, queijos, salsichas e lingüiças, principalmente nos países do norte da Europa. Seu aroma também é usado na produção de licores, principalmente em países como a Turquia.
O cominho é utilizado na cozinha oriental e mediterrânea. Alguns queijos, como o gouda e o munster, podem também ser feitos com grãos de cominho em seu interior. O cominho também é utilizado moído, em pó, em muitos pratos da culinária árabe.

É usado em:
Caldos de peixes e frutos do mar; Sopas e ensopados
Licores e doces árabes
Pratos da cozinha nordestina brasileira

CRAVO DA ÍNDIA

O que é
O cravinho (da Índia), craveiro-da-índia ou cravo-da-índia (Syzygium aromaticum) é uma árvore e o botão de sua flor, seco, é utilizado como especiaria desde a antiguidade, empregado na culinária e na fabricação de medicamentos. O seu óleo tem propriedades anti-sépticas, sendo bastante utilizado em odontologia. Uma das especiarias mais valorizadas, no mercado do início do século XVI um quilo de cravo equivalia a sete gramas de ouro. O ocidente só conheceu essa especiaria quando os árabes levaram para a Europa por volta do século IV.

Origem
É uma árvore nativa das ilhas Molucas, na Indonésia. Atualmente é cultivado em outras regiões do mundo, como as ilhas de Madagascar e de Granada.
Durante muito tempo, o cravo foi considerado raro e tinha grande valor no mercado. Os responsáveis por seu descobrimento e origem, além do valor no comércio foram os portugueses na época das embarcações. No século XVI, um quilo de cravo-da-Índia tinha o mesmo valor  de sete gramas de ouro. Hoje em dia, a especiaria é cultivada em diversas regiões do mundo como as ilhas de Madagascar e Granada.
Para ter uma pequena amostra do seu valor, o imperador Constantino presenteou o bispo de Roma, para resolver as desavenças de estado, com 150 libras de cravos colocados em vasos de prata e ouro. Posteriormente os holandeses assumiram o comercio do cravo e este se popularizou, tornando-se tão importante como o da pimenta-do-reino.

Utilização
Além do uso na gastronomia esse condimento também é usado na área medicinal. Os chineses utilizam o cravo como um poderoso anti-séptico há mais de mil anos e acreditam também, que o cravo tenha poder afrodisíaco.

Com o aroma intenso, sabor marcante quando consumido sozinho deixa a sensação de dormência na boca. Mas quando cozido com outros ingredientes a sensação é atenuante. Na gastronomia indiana como na brasileira e portuguesa, os cravos são usados os doces de ovos, como guarnição nas frutas e também em assados. Na França o condimento é utilizado como aromatizante de pratos em cozimentos. Nos Estados Unidos são espetados no tender e na Alemanha é incorporado nos pães. Há aqueles que ainda fumam cigarros de cravo deixando o ambiente todo aromático e exótico.

A grande importância do cravo é a presença de óleos essenciais. O eugenol possui uma ação analgésica e anti-séptica, e devido a estas propriedades foi utilizada durante muitos anos pelos dentistas, juntamente com o óxido de zinco para fazer os curativos nos dentes. Em alguns casos até nos dias de hoje alguns profissionais ainda utilizam. O cravo possui ação estomáquica e anti-séptica bucal, sendo empregada para corrigir mal hálito. Pode ser usada para gripes e resfriados. Devido a esta ação analgésica do cravo, aquelas dores no corpo provocada por algumas gripes podem ser sanadas com a utilização de alguns chás com cravo. Existe uma formulação conhecida como vinho de Brulé, onde coloca-se uma xícara de vinho tinto para ferver com um cravo e um pedacinho de casca de laranja, adoçando com mel e bebendo em seguida, ainda bem quente. Para mal hálito pegue dois cravos e ferva em uma xícara de água. Quando o líquido estiver morno faça bochechos. Também serve para acalmar dores de dente. O óleo de cravo também é muito empregado para combater micoses de unha, frieira e aquelas manchas brancas nas costas.  

Características Funcionais
O cravo-da-índia suprime o crescimento dos escherichia coli, presentes em carnes cruas e causadores de doença gastrointestinal no homem.

É usado em:
Munguzá
Pimenta síria
Doce de Coco
Licores e bebidas quentes


MOSTARDA

O que é
Brassica alba (mostarda branca ou amarela)
Brassica juncea (mostarda parda ou indiana)
Brassica nigra (mostarda negra). Nativa da bacia do Mediterrâneo, é uma planta herbácea de 30 a 80 cm. Produz flores amarelas, auto-estéreis. As sementes contêm um glucosídeo que é hidrolisado na presença da água pela enzima microsin, o que desenvolve o sabor picante.

Origem
Possivelmente originária da África e naturalizada na Ásia. A planta é ereta, muito ramificada e cresce até 1m de altura, sendo suas flores autoférteis.
Não se sabe, com precisão, quando o grão de mostarda começou a ser utilizado como tempero. Egípcios, gregos e romanos já a utilizavam para realçar o sabor dos alimentos.
A mostarda chegou à Inglaterra no século XII, e na Espanha o consumo apareceu com a chegada das legiões romanas. Quando Vasco da Gama embarcou em direção à rota das Ìndias tinha a bordo um barril de mostarda.
A mostarda de Dijon que por muito tempo foi considerada a melhor mostarda foi mencionada oficialmente nos anais relativos às festas dadas em 1336, em Borgonha. Em Dijon a mostarda era amplamente consumida, e nunca mais parou de figurar nas mesas dos reis.

Utilização
A Mostarda é amplamente conhecida como um condimento picante, também chamado Mostarda. Seu uso na culinária foi disseminado pelo mundo. Segundo alguns autores estas especiarias tinham como função não apenas temperar os alimentos, mas conservá-los. As especiarias conferiam a quem os usava status e poder, o que só era acessível às altas camadas sociais.

Características Funcionais
Conservante - Os isotiocianatos presentes na mostarda inibem o crescimento de certas leveduras e bactérias. Como condimento, as mostardas não requerem nenhum tratamento de calor para ter uma vida de prateleira longa e estável.
Antioxidante - A mostarda contém tocoferóis em quantidades suficientes para prevenir sua própria oxidação, podendo repassar suas propriedades antioxidantes para o sistema no qual é utilizada, como um produto cárneo, por exemplo.
Emulsificante - A mostarda em pó é utilizada como auxiliar de emulsificação em produtos tais como maioneses e molhos para saladas
Estabilizante - As finas partículas da mostarda se acumulam na interface óleo/água em uma maionese, agindo assim como uma proteção física contra uma quebra da emulsão. As mostardas desativadas (onde a enzima mirosinase foi desativada) ajudam a manter o volume da maionese após a agitação.
Aglutinante - A mostarda contém cerca de 30% de proteínas e pode ser usada como fonte de proteína a baixo custo em muitos produtos cárneos. As gomas presentes no farelo de mostarda agem como excelente liga de água, enquanto as farinhas ajudam na estabilidade da emulsão. A goma constitui cerca de 25% do farelo e ocorre naturalmente. É solúvel em água fria e estável quanto à temperatura.

É usada em:
Molhos
Gran Massala
                       

NOZ – MOSCADA


O que é
É uma das especiarias obtidas do fruto da moscadeira (Myristica fragans), uma planta da família das Myristicaceae, de porte alto, atingindo cerca de 10 a 15 metros de altura, com várias ramas dispostas ao longo do tronco principal, a madeira é muito boa para confecção de móveis. O consumo de uma noz-moscada inteira ou 5 g do seu pó, podem produzir efeitos de intoxicação como: alucinações auditivas e visuais, descontrole motor e despersonalização.[1][2] Contém miristicina, um IMAO (inibidor da monoamina oxidase).

Origem
A noz moscada é nativa das ilhas Moluccas e é plantada principalmente nas Índias.
Até meados do século XIX a única fonte mundial de noz-moscada eram as pequenas ilhas Banda nas Molucas, Indonésia. Como os mercadores nunca divulgavam a localização exacta da sua fonte, nenhum europeu conseguia deduzir a sua origem. Em nome do rei de Portugal, em agosto de 1511 Afonso de Albuquerque conquistou Malaca, que era ao tempo o centro do comércio asiático. Conseguindo obter a localização das ilhas Banda, enviou uma expedição de três navios comandados pelo seu amigo de confiança António de Abreu para as encontrar. Pilotos malaios guiaram os portugueses via Java até Banda, onde chegaram no início de 1512. Sendo os primeiros europeus a chegar às ilhas, aí permaneceram durante cerca de um mês, comprando e enchendo os seus navios com noz-moscada e cravinho. Mais tarde a noz-moscada e o macis seriam negociados também pelos holandeses, passando depois a ser cultivada na Índia, na Malásia, nas Caraíbas e noutras regiões.

Utilização
Utilizada desde o tempo dos romanos, a noz-moscada era uma das mais valorizadas especiarias na Idade Média, utilizada em noz e em macis como tempero e conservante em culinária e na medicina. Vendida por mercadores árabes à República de Veneza era distribuída na Europa a preços exorbitantes.
O uso da noz moscada é dos mais variados. Na culinária, é utilizada em sopas, legumes, ovos mexidos, massas, molhos, tortas, pudins, biscoitos e purês. Alguns óleos podem ser extraídos na noz moscada, utilizados em doces, xaropes, etc.
É utilizada também pela indústria farmacêutica e de perfumaria. As propriedades medicinais da noz moscada são benéficas para o tratamento de reumatismo, problemas nervosos, digestivos e dores de dente (uso tópico). Acredita-se que tenha propriedades afrodisíacas.
Os principais países consumidores de noz moscada são: Estados Unidos, Canadá, Austrália, Japão, Inglaterra, França e China.

Características funcionais
Curativo antiinflamatório

Diminuiu a barriga
- ajuda a regular o trato gastrointestinal.
Ajuda a dormir

Alivia dor de dente


É usada em:
Molhos e caldos
Bacalhau grelhado
Creme de Espinafre






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